A cultura faz parte do nosso dia a dia, mas raramente pensamos como é criada, apoiada ou protegida. Este livro explica, de forma acessível e próxima, o que é a política cultural e porque é importante para todos nós. Entre artes, património, media digitais e participação cidadã, o leitor é convidado a perceber quem decide, com que objetivos e com que consequências. De forma sintética, mas rigorosa, este Essencial mostra como a cultura se cruza com a democracia, a igualdade e o quotidiano, oferecendo uma leitura clara, atual e apelativa sobre um tema que influencia diretamente o modo como vivemos em sociedade.
Vivemos num tempo em que a cultura ocupa, em simultâneo, o centro e a periferia das nossas vidas. Está em todo o lado (…). A cultura parece existir de um modo espontâneo, mas, na verdade, depende de um complexo conjunto de decisões, de políticas, de meios financeiros, mas também de visões criativas e de oportunidades de mercado que determinam o que se valoriza, o que se apoia e o que se torna acessível a todos. É exatamente neste contexto que surge a política cultural.
Falar de política cultural é perceber de que modo uma sociedade escolhe cuidar da sua vida simbólica, criativa e identitária. É compreender como o poder público — o Estado, as autarquias, as instituições e até as organizações da sociedade civil — define prioridades e cria condições para que a cultura se desenvolva e cresça. É também refletir sobre a liberdade de criação, sobre a igualdade de acesso e de participação, e sobre o papel que a cultura desempenha no fortalecimento da democracia.
Carlos Vargas é professor convidado do Departamento de História NOVA FCSH, onde também é investigador. Membro do Observatório Político. Doutor em Ciência Política, especialidade de Políticas Públicas, pela NOVA FCSH. Desempenhou as funções de presidente do Conselho de Administração do OPART — Organismo de Produção Artística, presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II, vogal do Conselho Diretivo do Teatro Nacional de São Carlos, subdiretor da Companhia Nacional de Bailado, e administrador do Instituto Português do Bailado e da Dança.