«Vou começar esta história pelo princípio de tudo.
Gostava que aquilo que tenho para vos contar só fosse feito de coisas boas, pessoas felizes, belas prendas no Natal, chocolates irresistíveis e mares tranquilos, de águas muito transparentes e azuis e poucos problemas. Acontece que quero contar‑vos a história verdadeira e a história verdadeira não é bem assim.»

Sabias que, há mais de 250 milhões de anos, os oceanos eram um só e que por isso não tinham os nomes que hoje lhes damos? A terra também não estava dividida em continentes, como hoje: era a Pangeia, que entretanto se foi separando até dar lugar aos continentes e oceanos que conhecemos atualmente. Nessa altura, a parte aquática do nosso planeta chamava-se «Pantalassa» e foi aí que nasceram as primeiras formas de vida, muito antes de existir vida humana na Terra.
Em 2023, o Atlântico convocou os seus irmãos oceanos – Antártico, Ártico, Índico e Pacífico – para a Grande Reunião, para partilhar a sua grande preocupação sobre o estado da Terra e das suas águas.
A intervenção humana, tem afetado profundamente a vida dos oceanos, e é urgente refletir sobre o que fazer. A Imprensa Nacional-Casa da Moeda associou-se ao Aquário Vasco da Gama para promover essa reflexão, através da moeda dedicada à Literacia dos Mares e desta história sobre a reunião dos irmãos oceanos, que também nos deixam alguns conselhos sobre o que podemos fazer para os proteger.
Com texto de Judite Canha Fernandes e ilustrações de Yara Kono, Talassa O Mar Afinal não é Azul espera por ti numa livraria próxima.
