Paulo Leminski nasceu em Curitiba, Brasil, em 1944. Foi poeta, professor, romancista, compositor, biógrafo e ensaísta — além de cinturão negro de judo.
Filho de um militar de origem polaca e de uma mãe de origens portuguesa e negra indígena, Paulo Leminski foi aos 12 anos morar para o Mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde estudou latim, filosofia e literatura clássica.
Em 1963 participou da Semana Nacional da Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde contactou com os criadores da Poesia Concreta.
Chegou a iniciar os cursos de Letras e Direito, mas não os terminou. Em 1964, publicou pela primeira vez os seus poemas na revista Invenção.
Além de uma profícua obra poética, Paulo Leminski é autor de várias obras em prosa, como Distraídos Venceremos, Catatau, Agora é que são elas, entre outras.
Autor versátil e apaixonado por música, Leminski viu as suas composições serem gravadas por diversos artistas, entre eles Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Itamar Assumpção.
Leminski exerceu ainda uma intensa atividade como crítico literário e tradutor. Traduziu para português obras de James Joyce, Alfred Jarry, Samuel Beckett e Yukio Mishima. Biografou também as vidas de Jesus Cristo, Trótski, Cruz e Sousa e Bashô.
Partilhou a sua vida com a poetisa brasileira Alice Ruiz, que organizou sua obra. Juntos tiveram três filhos.
Paulo Leminski morreu a 7 de junho de 1989, em Curitiba, na sequência de uma cirrose hepática.
A obra de Leminski oscila livremente entre a linguagem popular e a cultura erudita. Leminski foi um autor plural com uma capacidade invulgar de dialogar com os mais diferentes públicos e, por isso mesmo, é hoje considerado um dos mais complexos, completos e expressivos poetas brasileiros da segunda metade do século XX.
O livro da reunião dos seus poemas, Toda Poesia, foi editado por primeira vez em 2013 pela Companhia das Letras, sendo um dos maiores sucessos editoriais no Brasil, tendo vendido dezenas de milhares de exemplares. Foi publicado, em 2019, pela Imprensa Nacional. A este propósito, Alice Ruiz, que prefacia a edição da Imprensa Nacional, escreveu que «Este livro é antes de tudo uma vida inteira de poesia. Uma vida totalmente dedicada ao fazer poético. Curta, é verdade, mas intensa, profícua e original».