Obra inédita do autor, assim classificada pelo júri do prémio Imprensa Nacional / Vasco Graça Mora de 2024: Engenhosamente culturalista e desempoeiradamente quotidiana, autobiográfica e auto-irónica, esta é uma poesia em constante diálogo com a tradição moçambicana das últimas décadas (Eduardo White, Luís Carlos Patraquim) e sarcástica com o meio literário, afastando-se da velha poesia oficialista do “homem novo”, mas não das preocupações, as mais elevadas ou as mais comezinhas, do “homem médio sensual”, sensível às coisas sensíveis.
Pedro Pereira Lopes, nasceu em 1987 em Moçambique. É pesquisador e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais em Maputo e membro da Associação dos Escritores Moçambicanos. Publicou cerca de 8 livros desde 2012, tendo recebido vários prémios, entre os quais o prémio Eugénio Lisboa / Imprensa Nacional de 2017 e o Prémio Nacional de Literatura Infantojuvenil de Moçambique em 2024. O seu livro de microcontos O livro do homem líquido foi finalista do Prémio Oceanos de 2022.
Segundo o autor esta obra: «É um original de poesia, duro, íntimo, sobre as coisas da vida e, em especial, um livro sobre as coisas do cultivo da palavra.»
Este volume integra a Coleção Plural, dedicada à poesia.
Um excelente representante da nova poesia moçambicana, na sua mais atual expressão.
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