O Primo Basílio é uma das obras mais emblemáticas do escritor realista português Eça de Queirós. Publicada em 1878, o romance é um retrato fiel da sociedade portuguesa da época com ênfase na hipocrisia da classe burguesa. A obra retrata a história do casal Jorge e Luísa, pertencentes à burguesia portuguesa do século XIX. A trama passa-se em Lisboa. Jorge, marido de Luísa, vai viajar em trabalho quando ela recebe a visita de seu primo Basílio. Nesse momento, eles que já tiveram uma relação anterior, acabam por consumar o desejo latente.
O romance, o segundo que o autor leva a lume, foi publicado em 1878, numa edição de 3000 exemplares, mais exatamente, chega às livrarias, seguindo a lição de Guerra da Cal 2, a 28 de fevereiro, tendo esgotado em três breves meses, o que determinará a imediata preparação de uma 2.ª edição 3 que foi amplamente revista pelo autor. Será, pois, sobre esta edição, considerada ne varietur, que se estabelecerá a edição crítica. Aliás, será aquela 2.ª edição que estará na base da 3.ª edição, publicada ainda em vida do escritor com alguns percalços.
O termo “acaciano” para definir alguém com um discurso vazio, enfeitado, pomposo, mas sem conteúdo, presente na língua portuguesa, é uma alusão ao personagem Conselheiro Acácio do romance, O Primo Basílio.
Eça de Queiroz é considerado um dos mais importantes escritores portugueses de todos os tempos. Foi autor de romances reconhecida importância como: Os Maias, e O Crime do Padre Amaro é considerado por muitos o melhor romance realista português do Séc. XIX.
É notável pela originalidade e riqueza do seu estilo e linguagem, o realismo descritivo e pela crítica social constantes nos seus romances.