Mário Vieira de Carvalho é professor catedrático jubilado de Sociologia da Música e investigador do CESEM (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical), unidade de investigação que fundou em 1997 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e dirigiu até à sua nomeação como Secretário de Estado da Cultura no XVII Governo Constitucional (2005-2008).
Entre outras afiliações, é sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras — 9.ª Secção, Comunicação e Artes) e sócio honorário da Academia Europeia de Teatro Lírico (Viena), a cuja direção pertenceu (2001-2020).
Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1968), doutorou-se em Ciências Musicais pela Universidade Humboldt de Berlim (1985), com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Nas suas publicações científicas, que percorrem um leque variado de temáticas — música contemporânea, estudos de ópera, relações da música com a política, a literatura e as outras artes —, propõe-se pensar criticamente a música e a musicologia e cultivar o diálogo interdisciplinar, sem nunca perder de vista a música, ela própria, como conhecimento autónomo que não se esgota no discurso sobre ela.
Com a Imprensa Nacional publicou:
A Tragédia da Escuta — Luigi Nono e a Música do Século XX,
A 4 Mãos — Schumann, Eichendorff e outras Notas (com Fernando Gil),
Pensar é Morrer ou o Teatro de São Carlos na Mudança de Sistemas Sociocomunicativos desde Fins do Século XVIII aos nossos Dias,
O Essencial sobre Fernando Lopes Graça (N.º 38),
Património Musical e Diálogo Intercultural.