Sonhos e sonetos encontram-se neste novo volume da Letra Poema, uma série da coleção Plural. As letras que sempre foram música podem agora ser lidas como poemas que são. Rui Reininho chamou-lhe Soñetos – os seus «sonhos» traduzidos em sonetos.
Porque «a letra é um poema e um poema é uma letra», a Plural Letra Poema é um reconhecimento da letra no seu estatuto de poema. E Rui Reininho é um desses poetas. Cantor, compositor e letrista portuense, é especialmente conhecido como vocalista da banda de rock GNR (Grupo Novo Rock), tendo também participado em vários projetos a solo. As suas primeiras letras poéticas nasceram no início da década de 1980, sobretudo compostas para os GNR, e são perto de uma centena e meia agora publicadas, quando celebra 45 anos de carreira.
Em Soñetos, que arranca com «Agente único» (GNR, Independança, 1982), reúnem-se os clássicos «Dunas», «Efetivamente» e «Pronúncia do Norte», percorrendo esta poética pelo seu caminho cronológico, onde também nos cruzamos com «Sete Naves» (GNR, Os Homens não Se Querem Bonitos, 1985), «Pós Modernos» e «Choque Frontal» (GNR, Psicopátria, 1986), fechando com «Eu não sou assim» (GNR, Eu Não Sou Assim, 2000).
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