Rogilda, ou Breviário da Agonia apresenta-nos os estados de alma de um homem como tantos outros e com quem nos podemos identificar. Através da sua história, encontramo-nos com o cansaço de existir, a memória como ocasião de martírio e a solidão enquanto lugar de desencanto intransponível. Neste livro como na vida, o amor, a dor e o tempo confundem-se. Sem uma proposta de consolo ou redenção fácil, a agonia íntima da personagem é convertida em linguagem, fazendo da sua palavra um gesto de sobrevivência ao tédio. Podemos assim experimentar a pedagogia da dor e a liturgia do desencanto. Deparamo-nos, em suma, com um inventário das pequenas ruínas que fazem e desfazem a nossa vida.
Esta obra foi vencedora do Prémio Eugénio Lisboa 2024. A Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A., dando corpo à sua missão de promoção e preservação da língua portuguesa e tendo em consideração a relevância de Eugénio Lisboa, enquanto cidadão e homem de cultura nascido em Moçambique, mas também como seu autor, entendeu criar este prémio literário, destinado a selecionar trabalhos inéditos de grande qualidade no domínio da prosa literária, incentivando desta forma a criação literária moçambicana.
Daúde Amade nasceu em Maputo. Licenciado em Ensino da Filosofia com Habilitações em História, conjuga desde então a vida de ensino com a escrita de livros de vários géneros, como por exemplo: Rap como Arte e Filosofia — Cartografias Estéticas no Contexto Moçambicano (2025); Crónicas de Yasuke (2024); Mazamera Sefreu (2023); Um Natal Experimental e Outros Contos (2 volumes, 2021 e 2022); Ubuntu — Literatura e Ancestralidade (2022); e Os Olhos Deslumbrados (2 volumes, 2020 e 2021).
Além do Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa, que recebeu em 2024 por este Rogilda, ou Breviário da Agonia, ficou em segundo lugar no Prémio de Poesia da Gala – Gala Edições (2020) e no Concurso de Ensaio Literário da Editorial Fundza (2026).