Adriana Calcanhotto lança no dia 28 de novembro o primeiro livro de poesia com a Imprensa Nacional. Pra Lhe Dizer reúne as letras-poemas da cantautora.
Dizem que Adriana Calcanhotto muda muito. Ou pelo menos dizia ela numa badana de um dos seus livros publicados em Portugal. Talvez, se mudar quiser dizer manter-se sempre excelente. Nasceu gaúcha, em Porto Alegre, no sul do Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro e lá iniciou e confirmou uma carreira musical que a faz uma das vozes mais importantes da Música Popular Brasileira contemporânea. De Enguiço a Errante são vários os álbuns que nunca paramos de ouvir. Mas é também (ou talvez mais ainda) escritora. Percebe-se pelos textos que aqui se reproduzem, mas também pelas duas anteriores reuniões que tiveram, noutros tempos: Algumas Letras (2003, com edição única em Portugal) e Pra Que É Que Serve Uma Canção como Essa (2016, apenas no Brasil). Ou pela ficção não ficcional Saga Lusa, um relato insone de várias insónias numa tournée portuguesa. Ilustrou livros infantis, organizou antologias de poesia. E editou este livro Pra Lhe Dizer — que muda muito. Dizem.
Este volume integra a coleção «Plural | Letra Poema». Porque «a letra é um poema e um poema é uma letra», a Plural Letra Poema é um reconhecimento da letra no seu estatuto de poema. As letras que sempre foram música podem agora ser lidas como poemas que são.
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