Depois de um divórcio conturbado e da perda da guarda das filhas, Jaime Massinga procura algum refúgio num resort em Marracuene. Contudo, a tranquilidade da estadia é interrompida por uma chamada do director-geral do Serviço Nacional de Investigação Criminal, que o encarrega de investigar a misteriosa morte do jornalista Namurrete, encontrado sem vida no centro da vila, com duas flechas cravadas no corpo. À medida que a investigação avança, os acontecimentos começam a desafiar os princípios lógicos e racionais que sempre orientaram o inspetor. Entre relatos obscuros, crenças ancestrais e acontecimentos inexplicáveis, Massinga vê-se obrigado a atravessar a fronteira entre a razão e o mistério, mergulhando num universo marcado por medo, silêncio e mistificações. Conseguirá Jaime Massinga descobrir quem matou o jornalista Namurrete antes que os próprios enigmas o consumam?
Esta obra foi distinguida com a menção honrosa do Prémio INCM/Eugénio Lisboa 2024 – a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, dando corpo à sua missão de promoção e preservação da língua portuguesa e tendo em consideração a relevância de Eugénio Lisboa, enquanto cidadão e homem de cultura nascido em Moçambique, mas também como seu autor, entendeu criar este prémio literário, destinado a selecionar trabalhos inéditos de grande qualidade no domínio da prosa literária, incentivando desta forma a criação literária moçambicana.
Jeremias Macaringue nasceu a 28 de fevereiro de 2000, em Maputo, Moçambique. É licenciado em Ensino de Português com habilitação em Ensino de Inglês pela Universidade Pedagógica de Maputo. Professor, revisor linguístico, locutor e crítico literário, dedica-se à escrita e à reflexão sobre os fenómenos sociais, políticos e culturais que atravessam a contemporaneidade moçambicana. A sua produção literária, marcada por um olhar atento às inquietações humanas e às contradições da sociedade, tem encontrado espaço nas plataformas digitais e em diferentes meios de intervenção cultural.