A Imprensa Nacional e o Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa editam um novo livro na coleção Biblioteca de Autores Clássicos, Obras Completas de Aristóteles, com coordenação de António Pedro Mesquita.
A Física, de Aristóteles, não é uma obra voltada para o grande público, como foram destinados ao público em geral os diálogos que escreveu, mas que infelizmente só chegaram até nós em fragmentos. Ela pertence, pois, às chamadas “obras acromáticas”, isto é, àquelas que foram transmitidas unicamente no interior da sua escola. Isso significa que o título da obra e a edição da mesma não foram escolhas de Aristóteles, mas sim de editores posteriores.
Não pensemos, contudo, que por causa disso haveria apenas uma débil concatenação entre os seus oito livros. Ao contrário, há um bom encadeamento das aporias expostas e dos argumentos apresentados e desenvolvidos. O cerne da Física é o reconhecimento do movimento como princípio indemonstrável, posto que evidente, e a partir do qual os conceitos centrais dessa ciência são desenvolvidos, tais como os de lugar, tempo, ilimitado, contínuo, discreto, e os pares movente-movido e móvel-movível. Por fim, é apresentado e discutido o conceito de movente imóvel.
Com esta edição, a Imprensa Nacional publica o 20.º livro da coleção Obras Completas de Aristóteles.
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