José-Augusto França (1922-2021) nasceu em Tomar.
Foi um historiador, sociólogo e crítico de arte português. Professor catedrático jubilado da Universidade Nova de Lisboa, é considerado um nome maior da historiografia da Arte em Portugal.
Até 1959 viveu, estudou e trabalhou em Lisboa e, desde então, entre Lisboa e Paris onde se doutorou em História e em Letras e Ciências Humanas, sendo catedrático associado na Universidade de Paris III (1984-1983). Catedrático jubilado na Universidade Nova de Lisboa (1974-1992), foi presidente do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa e da Academia Nacional de Belas-Artes, diretor de Colóquio/Artes (1970-1996), diretor do Centro Cultural Gulbenkian de Paris (1983‑1989). Membro (emérito) da Academia das Ciências, e de Academias estrangeiras, presidente de honra da AICA – Assotiation Internationale des Critiques d’Art, membro (honorário) do Comité International d’Histoire d’Art, Comité Patrimoine Culturel, UNESCO (2001-2005); Grã-cruz da Ordem da Instrução Pública, etc.
Nas décadas de 1940 e 1950 foi uma das figuras mais dinâmicas e influentes da vida cultural portuguesa. Entre 1947 e 1949 participou nas atividades do Grupo Surrealista de Lisboa, tendo um papel polémico de oposição aos neorrealistas. Na década seguinte seria um defensor da arte abstrata, cujo primeiro salão nacional organizou, na Galeria de Março, que dirigiu entre 1952 e 1954. Publicou os seus primeiros artigos de crítica de arte no Horizonte, Jornal das Artes, tendo a partir daí uma extensa colaboração em jornais e revistas da especialidade de onde podem destacar-se: Unicórnio (1951-1956); Art d’Aujourd’hui; KWY; Colóquio/Artes (que dirigiu entre 1970 e 1996); entre outras. Dirigiu o Centro Cultural Português em Paris (1980-86). O seu nome também consta na lista de colaboradores da Revista Municipal (1939-1973) publicada pela Câmara Municipal de Lisboa.
Na domínio da ficção, publicou um primeiro romance em 1949, Natureza Morta, seguindo-se, em 1958, um livro de contos. Depois de um prolongado interregno, voltou a publicar com mais regularidade, podendo nomear-se obras como Buridan (2002), A Bela Angevina (2005), José e os Outros (2006), Ricardo Coração de Leão (2007), João sem Terra (2008) e A Guerra e a Paz (2010).
Faleceu em 2021.
Na Imprensa Nacional, publicou:
Partindo duma seleção realizada pelo próprio autor, a Coleção Biblioteca José-Augusto França, composta por 16 volumes, tem vindo a ser publicada pela Imprensa Nacional desde 2017.