Laboratório de papel.

  • Referência
    PASSOS, Carlos Inácio de, «Laboratório Lisboeta lê a vida do papel», Correio da Manhã, de 10 de novembro de 1988.
Assunto

Visita ao laboratório de papel da INCM.

Ficha

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A atividade laboratorial
O repórter transportou a sua curiosidade ao interior de um desses laboratórios de papel, o da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, e ali viu como ele funciona, e ouviu as imprescindíveis explicações da responsável pelos trabalhos laboratoriais que ali se efetuam, a dra. Maria de Fátima Alves, e as dos outros técnicos que ali prestam serviço.
O aspeto do laboratório pouco difere do de um outro qualquer, mas o grande número de aparelhos, alguns deles bastante sofisticados, fazem-no diferente: o produto nele analisado é unicamente o papel, e cada um dos muitos apetrechos científicos está ao seu serviço.
Fazemos aqui o controlo de qualidade do papel e da tinta – disse-nos a dra. Maria de Fátima Alves, acrescentando: Procuramos respostas laboratoriais a uma série de perguntas, para se apurar se o papel tem as qualidades necessárias para dar um boa impressão, ou se serve para o trabalho a que se destina. Essas respostas, como é natural, só podem ser encontradas num laboratório como este.
Quando qualquer entidade pensa adquirir um determinado papel para um fim estipulado há sempre fábricas concorrentes que o oferecem. Nessas situações é geralmente solicitada a intervenção do laboratório de papel, como os disse a dra. Maria de Fátima Alves, acrescentando:
Nós determinamos, quando esse trabalho nos é entregue, o papel que apresenta melhores características para o fim a que se destina. E depois, durante o fabrico, na impressão, verificamos se ele, papel, se está a portar bem. O cliente nada mais tem a fazer do que cumprir depois com quanto aqui foi apurado para que o trabalho saia exatamente como o programou.
Pormenorizando como isso acontece, disse-nos ainda:
Há características especiais que definem a aplicação de cada tipo de papel, e vou dar-lhe um exemplo: se ele se destinar a impressão “off-set” terá que ser verificado o formato, a cor, a gramagem, quer se trate de bobinas ou de resmas. Em princípio, há três características que ditam o tipo de impressão que deve ser aplicado: a flexibilidade, a lisura e a capacidade de impressão. […]
O Laboratório de Papel da Imprensa Nacional-Casa da Moeda funciona em Lisboa desde 1956 e é bastante requisitado. […]»