O Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa acolheu ontem a apresentação de Erros Meus. Poesia Incompleta, de Nuno Artur Silva.
Este novo título faz parte da coleção Plural, uma coleção de poesia da Imprensa Nacional dedicada à edição de obras completas, como recordou na sessão o editor Jorge Reis-Sá. A obra poética de Nuno Artur Silva, agora reunida num único volume, compreende perto de 500 páginas que, em muitos casos, contemplam inéditos, num trabalho editorial «intenso mas com bons resultados», referiu o editor.

A apresentação do livro coube a Rui Zink, que refletiu sobre uma obra que compreende 40 anos de poesia, num percurso de amadurecimento natural do seu autor.
Um livro que pode ser lido de várias formas, escrito por um «autor que se preocupa com o leitor», que já trabalhou vários domínios textuais e a vários níveis.
Um autor que critica os seus próprios textos, que revê e reescreve.
Erros meus, observou Zink, tem um duplo sentido, porque significa também uma errância que caracteriza a obra de Nuno Artur Silva.
Uma obra que é também um balanço de vida.
A sessão contou ainda com um momento de leitura de poemas por Fernando Alves e pelo autor.

