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Edição Nacional — Em diferido

Crónicas Edição Nacional Jorge Reis-Sá

O amor custa. Ou então não. O que custa, afinal, é ter acabado.
Tive um amigo escritor que teve um desgosto de amor. Ser escritor não afeta grandemente o desgosto, o que aqui se releva é sempre a amizade. Mas afetou a conversa. Que pode um amigo fazer para aconchegar o fim do amor? Principalmente quando, como foi o caso, o amor acabou só de um dos lados – que não o do meu amigo.
Fazer nada, portanto. Somar-lhe lugares comuns à maleita. Dizer-lhe para ler os clássicos e perceber que o que mais há na vida é gente incompreendida e não correspondida.
Ou então aprender.
Porque me cheguei ao lado dele e disse:
– Não podes ficar assim, Manel.
– Fico como, então?
– Não sei. Mas tenta tirar daí algo de bom.
Eu era novo. Ele um pouco mais velho e mais escritor do que eu.
– Algo de bom como?
– Não sei. Porque não pensas em escrever?
Ele levantou os olhos da solidão e respondeu:
– Jorge, sabes tão bem como eu que nunca se escreve na tempestade. Só conseguimos escrever sobre ela depois de chegar a bonança.
Eu já sabia. Mesmo novo, eu já sabia. Mas quando um amigo sofre, nós mentimos o que podemos e não podemos.
Ele escreveu. Não na altura, claro. Sobreviveu ao desgosto, encontrou outro amor. (Como sabemos, há sempre só um amor e mais nenhum – até ao próximo.) E escreveu. E eu confirmei o que já sabia: ninguém consegue escrever sol no meio das nuvens.

Acontece o mesmo quando estamos doentes. O meu filho disse, há dias, do alto dos seus 13 anos, que estava a começar a sentir uma dor na garganta. Era sexta-feira. Como bom pai que sou, respondi-lhe que só um lorpa adoece ao fim de semana. Quando andamos na escola, adoecer é à segunda, que é para podermos faltar. Deu resultado: a dor de garganta passou.
Quando era eu a criança, adoecia de escarlatina com felicidade. Até varicela ou sarampo. Partia a cabeça ou era operado ao pé. Ficava em casa cheio de vontade. Mas nunca, nunca adoecia com gripe. É que há uma diferença entre as primeiras dores e a gripe. Tudo o que citei é agudo por momentos e relaxante a seguir. A gripe, não. É um camião que nos atropela e depois volta para trás para nos voltar a atropelar. Não nos permite viver, apenas sobreviver. Ser operado ao pé tira a possibilidade de andar, é certo. Mas continuamos viçosos a poder, por exemplo, ler.

Estive doente. Ter-se-á notado pelo teor da crónica? Não li, não vi séries, não consegui sequer vibrar em condições com o jogo do meu clube. Sobrevivi na altura para poder dizer que sobrevivi a não ter feito nada. Como o meu amigo escritor. Estar doente de gripe é o mesmo que estar mal de amor. É um camião do lixo a atropelar-nos. No caso dele, com nome próprio e apelido. Nome de camião primeiro e depois só de lixo.

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