
Quando entrei na cadeia, o alquebrado velho queixava-se de dores do coração, e turvações de cabeça; parecia porém descuidado da morte. Frequentes vezes me disse esperava lhe anulassem no supremo tribunal o processo, para ele poder, ainda uma vez, falar aos jurados, e explicar-lhes, sem perigo de alguém, o que era em Portugal a moeda falsa.
Livro:
Camilo Castelo Branco
Memórias do Cárcere
Coleção «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco»
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2016, p. 85
© do texto: representantes dos autores e INCM; © das imagens: Cláudio Garrudo
Fotografia com dispositivo móvel, INCM, Lisboa, 2016