por Cláudio Garrudo

Um amigo meu, que depois de ser, durante anos, um mau poeta, se regenerou, e se tornou um bom crítico, costuma sempre com a sua autoridade de antigo mareante experiente em escolhos e naufrágios, aconselhar os poetas novos a que procurem os temas e motivos dos seus poemas fora do próprio e estreito coração e das duas ou três palpitações que nele perpetuamente se repetem.
Livro: Eça de Queirós, «Anexo»
in Contos, vol. I, edição e notas de Marie-Hélène Piwnik,
coleção Edição Crítica das Obras de Eça de Queirós,
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009
© do texto: editor crítico e INCM
© da imagem: Cláudio Garrudo
Fotografia com dispositivo móvel, INCM, Lisboa, 2016