A vibração do Renascimento no encontro entre erudição e prazer poético. O brilho da língua vulgar em diálogo com o latim humanista. O nascimento de um novo lirismo, entre o amor cortês e a ironia do jogo literário. Nesta edição bilingue, a Imprensa Nacional apresenta Rimas e Fábula de Orfeu, de Angelo Poliziano (1454‑1494), figura maior da corte de Lorenzo de’ Medici e mestre do Humanismo florentino, com tradução e notas de A. Ferreira da Silva e apresentação de Isabel Almeida. É o mais recente volume da Coleção Itálica.
Angelo Ambrogini (1454 – 1494), comumente conhecido como Poliziano ou, na sua forma portuguesa, Policiano foi um humanista, dramaturgo e poeta de Florença, um dos artistas que reviveram o latim durante o Renascimento. Geralmente considerado o maior entre os poetas italianos do século XV, membro e fulcro do círculo de intelectuais reunidos em torno do senhor de Florença, foi autor de obras em latim, grego e vernáculo, e alcançou uma ampla competência filológica e uma admirável perfeição formal de estilo. Com ele, «o Humanismo começou a manifestar-se não mais no contexto do compromisso civil e político, em benefício – por assim dizer – dos outros, mas numa experiência exclusiva e inteiramente solitária de pesquisa e refinamento individual».
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