Jorge Reis-Sá nasceu em Vila Nova de Famalicão em 1977.
É escritor, editor, biólogo e doutorando em História da Ciência na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Na INCM é o coordenador da Coleção Plural, dedicada à Poesia e autor do livro biográfico António Lobo Antunes – O Amor das coisas belas (ou pelos menos das que eu considero belas) da Coleção Grandes Vidas Portuguesas.
Projetos do Jorge Reis-Sá para 2026?
Continuar. Gosto cada vez mais deste verbo. Continuar a editar a Plural e a Letra Poema. Coordenar a edição do novo volume da Obra de Mário Soares. E o que mais fizer sentido na colaboração com a Imprensa Nacional. Como escritor, terei a edição dos volumes Mil Vezes Camões e Mil Vezes Camilo, o primeiro volume a coleção de que darei conta a seguir e, assim me ajude o engenho e a arte, a recolha (finalmente) dos meus textos de não-ficção, no volume Sequência Principal – aquela onde se insere o Sol.
O Jorge Reis-Sá tem uma estreita relação com a Imprensa Nacional. Onde se cruzam os nossos caminhos?
Cruzam há anos e espero que continuem a cruzar-se. Seja na Plural, na Letra Poema, na presença em júris, na “Poesia na Biblioteca” que sonho que volte em 2027. E, claro, na edição da “Coleção E”, ou “Coleção Editores” – a ciência ainda se divide – onde irei coordenar os retratos editoriais dos grandes da edição portuguesa. No caso, da grande Guilhermina Gomes, que será a primeira retratada.
Que apreciação faz da atual produção literária em Portugal?
Nunca o achei vibrante por isso não o acho tenebroso. Tendemos a, quando novos, achar que tudo é magnífico e único e excitante e novo. Não é: nós é que somos. Conforme vamos amadurecendo, vamos pensando nas coisas como perdendo o ímpeto, tornando-se tristes, negras, em queda. Mas também não, afinal – somos também nós a ficar mais velhos. Acho que a produção literária alterou-se como se alterou a vida. Mas não acho que tenha sido forçosamente para pior. Para pior numas coisas: livros de gente que não sabe sequer conjugar o verbo “haver”. Para melhor noutras coisas: mais possibilidade de profissionalismo para os escritores.
Continuar. Gosto cada vez mais deste verbo.