Prensa de madeira para impressão de gravura, executada pelo fabricante de instrumentos de precisão Jacob Bernard Haas [1802-1810]. É constituída por dois cilindros em madeira entre os quais desliza um tabuleiro, também em madeira, sobre o qual é colocada a chapa de cobre gravada.
Este tórculo de cilindros de ferro foi utilizado na Imprensa Nacional, na aula de gravura de Francesco Bartolozzi, no início do século xıx, e depois conservado «para nele se tirarem as provas e estampas dos artistas».
A mesma prensa foi cedida temporariamente ao Banco de Lisboa — a primeira instituição bancária portuguesa, criada em agosto de 1821, por iniciativa liberal — para o fabrico das suas primeiras notas. Este equipamento, cedido até agosto de 1822, veio colmatar um atraso na encomenda de um tórculo semelhante pelo Banco ao mesmo fabricante.
Por ordem de 17 de abril de 1837, numa altura em que a aula de gravura já se encontrava encerrada, foi ordenado que o conjunto de chapas com gravuras pertencentes a Bartolozzi, bem como dois tórculos e outro material de estamparia, fossem destinados ao serviço da recém-criada Academia das Belas-Artes de Lisboa. A ordem encontrou forte resistência da administração da Imprensa Nacional que, depois de várias diligências, conseguiu conservar consigo o equipamento. Encontra-se até hoje à guarda da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
Fotografia Imprensa Nacional-Casa da Moeda.