“(…) Em 27 de Julho último remeti para o Ministério do Reino a Conta da despesa feita por esta Administração Geral com impressos para o dito Ministério no primeiro semestre do corrente ano, na importância de rs. 1:478.068. Por aquela ocasião pedi o breve pagamento desta quantia para ocorrer às urgentes despesas do Estabelecimento a meu cargo. No 1º do mês passado repeti a mesma rogativa, representando ao antecessor de V. Ex.ª que cerceava a falta daquele pagamento, e pedindo que quando não fosse possível fazê-lo de pronto pela sua totalidade se fizesse em duas ou três prestações; mas infelizmente ainda não recebi coisa alguma. Estou convencido de que a escassez pecuniária, do Tesouro Público terá ocasionado semelhante demora; permita-me porém V. Ex. que eu lhe represente a necessidade de atender a esta Casa, que não subsistindo senão de seu trabalho será impossível a sua conservação se não lhe pagar regularmente, e ficarão reduzidos à miséria grande número de operários que não tem outro meio de subsistência, e aos quais, bem o meu pesar, se devem algumas férias.
Espero que V. S. avaliará devidamente estas circunstancias, e confio que me habilitará a sair das dificuldades em que me vejo, das quais, além doutros males, se seguirá a impossibilidade de satisfazer às continuadas requisições do Ministério do Reino, o que deverá causar grave transtorno ao serviço público.
(…) em 23 de Outubro de 1846
Ill.mo e Ex.mo Sr. Visconde da Oliveira.
Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino
O Administrador Geral
F. A. P. M.
(documento 139)”