A coleção «Edição Crítica das Obras de Camilo Castelo Branco» conta atualmente com oito volumes publicados. Desses, a Imprensa Nacional diponibilizou em formato digital e de forma totalmente gratuita e partilhável os títulos: Amor de Perdição, O Regicida, O Demónio do Ouro, Memórias do Cárcere, A Sereia e os oito títulos que compõem as Novelas do Minho. Hoje fica disponível a comédia em dois atos:
Um grande divertimento. Este morgado de Fafe rivaliza com o mais famoso Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda de A Queda dum Anjo, além disso capaz de resgastar do esquecimento o teatro de Camilo, exaltando o de comédia.
Abel Barros Baptista
Dois anos depois de a peça O Morgado de Fafe em Lisboa ter sido estreada no Teatro Nacional D. Maria II, Camilo Castelo Branco levaria à cena, no mesmo teatro, uma outra peça: O Morgado de Fafe Amoroso.
Para além da contestação dos modos e da moda do estereotipado teatro romântico, estas comédias notabilizaram-se pelo efeito cómico do ridículo e cáustico com que são abordados certos ambientes e personagens características do Portugal de meados do século XIX.
A presente edição é de Ângela Correia, Mafalda Pereira e Patrícia Franco com coordenação de Ivo Castro.
De recordar que as edições críticas são as versões dos textos mais aproximadas da presumível intenção do seu autor. A edição crítica recua até à origem dos textos, até aos testemunhos deixados pelo seu autor, analisa-os detalhadamente, e fixa, por critérios cientificamente definidos para cada caso, a versão mais autêntica e mais próxima possível da genuína vontade do autor.