Falar de política cultural é perceber de que modo uma sociedade escolhe cuidar da sua vida simbólica, criativa e identitária. É compreender como o poder público — o Estado, as autarquias, as instituições e até as organizações da sociedade civil — define prioridades e cria condições para que a cultura se desenvolva e cresça. É também refletir sobre a liberdade de criação, sobre a igualdade de acesso e de participação, e sobre o papel que a cultura desempenha no fortalecimento da democracia.
Estas e outras afirmações foram tema ontem na apresentação de O Essencial sobre Política Cultural na Biblioteca da Imprensa Nacional, que se encheu de profissionais da cultura, estudantes e curiosos, para ouvir o autor Carlos Vargas, a professora Cristina Montalvão Sarmento do ISCSP – Universidade de Lisboa, e Duarte Azinheira, diretor da Unidade de Edição e Cultura da INCM.
O autor revelou ainda as suas dificuldades em sintetizar um tema tão vasto em tão poucas páginas, de um modo acessível para todos os leitores, já que é esse o mote da coleção O Essencial sobre…
Sobre este pequeno livro podemos dizer ainda que de forma sintética, mas rigorosa, este Essencial mostra como a cultura se cruza com a democracia, a igualdade e o quotidiano, oferecendo uma leitura clara, atual e apelativa sobre um tema que influencia diretamente o modo como vivemos em sociedade.
