Edição de 1793, do Missale Romanum, Lisboa, Impressão Régia.
A edição do Missal Romano, livro utilizado na celebração das missas de rito romano, foi o primeiro de vários privilégios de exclusivo de impressão da Impressão Régia. Por decreto régio, de 26 de agosto de 1779, ficou prevista a transferência do exclusivo sobre esta edição logo que terminasse a concessão anterior, atribuída desde 1760 ao mestre livreiro Francisco Gonçalves Marques.
O privilégio foi renovado, pelo menos, até à década de 1820, mas a Imprensa Nacional (assim designada a partir do Liberalismo) continuou a assegurar a edição de novos exemplares ao longo do século xıx, em particular quando se sabia ter esgotado a edição.
Segundo Miguel Figueira de Faria, entre as várias edições saídas dos prelos da Impressão Régia, «a edição de 1793 constitui um bom exemplo para análise», incluindo gravuras assinadas por Carneiro da Silva e outras «subscritas pelos discípulos: ‘Anunciação’, por Nicolau Cordeiro, e ‘Natividade’, por Gaspar Fróis Machado.» No primeiro volume da sua obra, A Idade do Papel. Arte, Política e Sociedade no Tempo das Luzes: A Vida de Joaquim Carneiro da Silva (1732-1818), o autor acrescenta que as «chapas foram, por norma, reutilizadas, o que explica a inclusão das imagens mesmo depois do encerramento da Aula de Gravura, em 1788».
O acervo biblioteca da Imprensa Nacional reúne exemplares de diferentes tipografias, destacando-se, no caso das edições próprias, os exemplares de 1793, 1808, 1820, 1847 e 1860.
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Fotografia de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.