Maria João Martins nasceu em Vila Franca de Xira, em junho de 1967.
Licenciada em História e mestre em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa e doutorada em Comunicação pela Universidad Carlos III, de Madrid, com a dissertação Moda y Políticas de cuerpo en las dictaduras ibéricas (1940-1965).
Aos 20 anos, iniciou a carreira jornalística no vespertino Diário de Lisboa, onde, ainda como estagiária, ganhou o Prémio Revelação em Reportagem do Clube Português de Imprensa. Com o encerramento deste jornal, no final de 1990, começou a trabalhar no semanário de espetáculos, Sete, e, um ano depois, no Jornal de Letras, Artes e Ideias, onde foi redatora e editora de Educação entre 1992 e 2011. Neste jornal, venceu os prémios de reportagem Júlio César Machado, da Câmara Municipal de Lisboa, e Café de São Bento pelo melhor trabalho sobre os cafés históricos de Lisboa.
Nos anos 2000 e 2001, estreou-se na rádio com um programa de autor na RDP Antena 2, intitulado “Máquina do Tempo”. Foi ainda assessora de imprensa do Instituto Camões nos anos 1998-2000. Entre 2013 e 2015 teve uma livraria alfarrabista em Benfica chamada Gato do Bosque.
Entre 2017 e 2020 foi professora convidada da Universidad Carlos III de Madrid, onde lecionou a cadeira de História Social da Moda. Iniciou-se no ensino em 1994, na Universidade Lusófona, como docente da cadeira de Introdução ao Pensamento Contemporâneo. Hoje é professora auxiliar convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde ensina a cadeira de Jornalismo Cultural. Como jornalista, colabora regularmente com Diário de Notícias; Mensagem de Lisboa; Público; Observador e Rádio Observador e portal Sapo. Tem um espaço de tertúlia e divulgação cultural na FNAC Avenida de Roma, em Lisboa.
Obras publicadas: O Paraíso Triste – A Vida Quotidiana em Lisboa durante a 2ª Guerra Mundial (1994); Divas, Santas e Demónios – 120 mulheres portuguesas; (1995) O Pecado não mora ao lado – o Estado Novo contra a Sedução (1998); Escola de Validos (novela, 2007); Como o Ar que Respiras (novela, 2011); Luanda – Invenção de uma Capital (2014); História da Criança em Portugal (2014); Margarida Marante – Biografia (2016);
Na Imprensa Nacional publicou Natália Correia – Entre o Riso e a Paixão, em 2025.