Augusto Vieira da Silva – O Engenheiro Olisipógrafo, de Elisabete Gama, é o terceiro volume da coleção «Olisipógrafos. Os Cronistas de Lisboa», que é agora lançado.
Júlio de Castilho foi indiscutivelmente o fundador da olisipografia, movido pela paixão por história e memorialismo, numa perspetiva holística assente em razões pessoais e num entendimento heroico do passado. Augusto Vieira da Silva (1869-1951), que sempre se considerou seu discípulo, guindou esse peculiar território da história de Lisboa a um desempenho científico, baseado em levantamentos arqueológicos, topográficos e iconográficos que, ao invés de encararem a cidade como um todo, promovem a analítica dos seus extratos e palimpsestos. Deste modo, a olisipografia moderna possui duas âncoras pertinentes, desenvolvidas na continuidade uma da outra, numa tessitura cada vez mais consistente onde, ao longo do século xx, outras personalidades se foram afirmando, enriquecendo interstícios diversos.
Nesta coleção «Olisipógrafos. Os Cronistas de Lisboa», coeditada com a Câmara Municipal de Lisboa e o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, ficamos a conhecer cronistas excecionais, Olisipógrafos marcantes para a história de Lisboa em particular e a historiografia em geral.
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