No passado dia 14 de dezembro, teve lugar a última sessão do ciclo de conferências‑concertos promovido no âmbito do centenário da biblioteca da Imprensa Nacional.
Desta vez, o evento foi aberto pelo concerto de Melleo Harmonia, em que os músicos Joaquim Ribeiro (clarinete) e Paulo Jorge Ferreira (acordeão) interpretaram uma obra da autoria deste último, além de peças de Astor Piazzolla, Eddy Flecijn e Anatoly Kusyakov.
A segunda parte da sessão esteve a cargo de Carlos Vargas, que propôs um diálogo através de dez livros para refletir sobre as Origens, sucessos e impasses das políticas culturais. Na folha de sala partilhada com o público, Carlos Vargas abriu portas a esta reflexão com uma nota prévia:
«Sempre que abrirmos um desses muitos milhares de livros que por nós aguardam nas prateleiras de outras tantas mil bibliotecas, sempre que o decidirmos fazer, formas diferentes de ver o mundo surgirão através das nossas leituras, repletas de inquietações que nos irão certamente interpelar, surpreender ou inquietar. A esse diálogo, que estabeleço com um autor sempre que uma obra sua me desassossega, eu gostaria de chamar cultura.»
In Carlos Vargas, O cavalo de Marco Aurélio. Tradição, modernidade e cultura política, Edições Húmus (no prelo).
Os eventos comemorativos do centenário chegam agora ao fim, mas a programação das atividades ainda reserva algumas surpresas para 2024.
