Coletânea de Alguns Mappas, Plantas e Cartas estampadas na Litografia da Imprensa Nacional, 1862. Álbum constituído por José Maria Cabral Calheiros, «capitão de artilharia, Lente da Escola do Exército e desenhador da referida Imprensa».
A litografia, desenvolvida por Alois Senefelder nos últimos anos do século xvııı, foi introduzida em França em 1815 e em Inglaterra em 1820. Chegou a Portugal em 1822, através de Luís Mouzinho de Albuquerque, que enviou ao pintor e desenhador Domingos de Sequeira uma prensa, pedras litográficas e outros materiais. Na Imprensa Nacional, a Oficina Litográfica foi criada em julho de 1837, sob direção de Carlos José de Almeida Amaral e por estímulo do mestre da Fábrica de Cartas, Joaquim Santos, para substituir o tradicional processo xilográfico de estampagem de cartas.
Por permitir a aplicação do desenho diretamente na pedra, a litografia foi também frequentemente utilizada, ao longo do século xıx, para reprodução de cartografia ou outros desenhos com especial detalhe. A Imprensa Nacional contou mesmo com a colaboração de vários pintores e desenhadores externos na produção de trabalhos litográficos.
Nesta coletânea encontra-se, por exemplo, a planta detalhada, litografada, do Rio Tejo «desde o Porto da Cereja até à Vila da Barquinha», associada a ilustrações da ponte ferroviária sobre o Tejo, a vila de Tancos, Arrepiado e Castelo de Almorol, Vila de Constância e Foz do Zêzere e Vila da Barquinha. Foi publicada em Estudos chorographicos, phisicos e hidrographicos da bacia do Tejo comprehendida no Reino de Portugal… , pelo oficial de engenharia e inspetor das Obras Públicas M. J. Guerra – edição da Imprensa Nacional, de 1861.
Fotografias de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.