A Imprensa Nacional na Exposição Industrial Portuguesa.

  • Referência
    «Exposição Industrial Portuguesa. Pavilhão da Imprensa ou D. Fernando», O occidente: revista illustrada de Portugal e do estrangeiro, n.º 352, de 1 de outubro de 1888, p. 220.
Assunto

Descrição do expositor da Imprensa Nacional na Exposição Industrial Portuguesa.

Ficha

«Ao centro da sala está o carro da imprensa que serviu nos ruidosos centenários de Camões e Marquês de Pombal, rodeado de montras dos expositores Ferin, Lucas e Filho, Silva, E. M. Barros e A. H. Valentim, que apresentam trabalhos em encadernações, gravuras, junto do atelier de gravura de F. Pastor.
À direita depara-se-nos a instalação das Colónias Portuguesas, periódico defensor dos interesses ultramarinos […].
Ali estão expostos trabalhos da tipografia da Academia Real das Ciências, fundada em 1780, e onde se não admitem pelo seu carácter exclusivamente científico, execuções de fantasia.
A Imprensa Nacional expõe verdadeiras preciosidades em arte tipográfica, e edições de uma seriedade artística a que, francamente, não estamos muito habituados. Em seis grandes quadros expõe belos exemplares de variegadas iluminuras antigas, que muito ajudariam os investigadores da arte ornamental retrospetiva, e alguns cromos modernos.Vêem-se, em duas vitrines e numa estante, edições de corretíssimo trabalho, podendo servir de modelo, por isso que nas oficinas estrangeiras não se trabalha melhor; disto há prova manifesta no belo trabalho de impressão da História da Luzitânia e da Iberia, Divina Comédia, De Angola à contracosta, Vida do Infante D. Henrique e outras. Em arte retrospetiva século XVIII a século XV [sic], admiram-se edições que fariam a glória dos tipógrafos portugueses se fossem apresentadas na exposição de Paris em 1889, ou permanentemente num dos museus nacionais.»