Litografia na Imprensa Nacional.

  • Referência
    «Litografia: um processo que revolucionou as artes gráficas», Diário Popular, [Suplemento Artes Gráficas] de 29 de fevereiro de 1988, p.III.
Assunto

História da litografia em Portugal, com especial enfoque na Imprensa Nacional.

Ficha

«[…]
Em princípios de 1837, foi finalmente criada a oficina litográfica da Imprensa Nacional de Lisboa, a qual vinha a apetrechar-se com a maquinaria e material mais moderno provenientes da França, Inglaterra e Bélgica, os países mais progressivos nos domínios das artes gráficas.
Em 1858, a Imprensa Nacional trabalhava já com oito prensas litográficas, as quais haviam sido construídas no próprio estabelecimento, além de um grande número de pedras calcárias magníficas, parte delas provenientes da serra da Arrábida. Os trabalhos litográficos executados na Imprensa Nacional comparece entretanto a diversas Exposições, em Paris, Viena e Filadélfia, conquistando prémios e sendo alvo de grandes louvores.
É, todavia, na célebre Exposição Universal de Paris, em 1900, que os trabalhos litográficos da Imprensa Nacional alcançam o cume das distinções, ao ser-lhes concedido o maior prémio relativo a artes gráficas.
Com a introdução do zinco, que veio substituir o transporte em pedra, e o emprego de rotativas, multiplicaram-se as tiragens e, dum modo ainda impensável umas dezenas de anos antes. Novos processos de técnica moderna foram vingando; é a impressão simultânea a 2, 4 e 6 cores; e é a eletrónica adaptada à fotografia, à seleção e aos retoques gráficos, transformando a litografia numa simbiose de arte e ciência […].»