Skip to content
logo dark-logo logo dark-logo
  • Editora
  • Edições
  • Cultura
    • Notícias
    • Autores
    • Entrevistas
    • Opinião
    • Exposições
  • Digital
    • Livros em PDF
    • Audiolivros
    • Podcasts
    • Vídeos
    • Citações
    • Passatempos
  • Prémios
    • Prémios Literários
    • Prémio Jornalismo
    • Prémio de Arte
  • Infantojuvenil
  • História
  • Biblioteca
Search Icon Search Icon
Agenda Date Icon Date Icon Date Icon
Agenda Close
Calendário
Ver todos os eventos
Eventos
Agenda Image
01 Ter
«D — Coleção em Exposição» até 6 de março na Casa do Design, em Matosinhos
Ter, Mar 10 -
Agenda Image
01 Ter
Apresentação do livro “O Essencial sobre José Saramago”
Ter, Mar 10 -
Agenda Image
01 Ter
Apresentação do livro «Manuel Teixeira Gomes, Torna-viagem» – Coleção Grandes Vidas Portuguesas, série Presidentes
Ter, Mar 10 -
Agenda Image
13 Sex
«A GLOBALIZAÇÃO DE ROSTO HUMANO» — Ciclo de Conferências
Sex, Mai 13 -
Agenda
Agenda Image
01 Thu
«D — Coleção em Exposição» até 6 de março na Casa do Design, em Matosinhos
Thu, Jan 01 -
Agenda Image
01 Thu
Apresentação do livro “O Essencial sobre José Saramago”
Thu, Jan 01 -
Agenda Image
01 Thu
Apresentação do livro «Manuel Teixeira Gomes, Torna-viagem» – Coleção Grandes Vidas Portuguesas, série Presidentes
Thu, Jan 01 -
Agenda Image
13 Fri
«A GLOBALIZAÇÃO DE ROSTO HUMANO» — Ciclo de Conferências
Fri, May 13 -
Search Close Icon
left arrowVoltar atrás
  • Cultura
  • Notícias

História do século vinte, de José Gardeazabal — recensão de José Mário Silva

Publicado a 14 Set, 2016 - 15:44
José Gardeazabal Livros Poesia Prémio INCM/VGM Recensões
 
in Expresso de 10-09-2016,
E, «Culturas — Livros», p. 71

«O que mais surpreende nesta história do século vinte, brilhante livro de estreia, distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura 2015, é a escala e o fôlego do seu projeto literário. Em 216 fragmentos, José Gardeazabal leva a cabo uma verdadeira ‘travessia’ do século XX, um tempo em que coexistiram os maiores avanços tecnológicos e civilizacionais, as grandes revoluções da ciência, da arte e do pensamento, com tragédias de proporções bíblicas, em que pereceram milhões de pessoas, vítimas de dois conflitos mundiais e das máquinas de extermínio dos regimes totalitários.

É então algures entre o assombro e a perplexidade que se coloca esta poética (composta por um magma de vozes, emergindo do tumulto da História), este olhar que parece planar sobre os acontecimentos e as transformações do mundo, contaminado pela ‘excitação do movimento / quando nos deslocamos / (ao vento)’, sem nunca perder um sentido cénico das coisas: ‘chegámos aqui a pé, convidados para um teatro’. No palco desse teatro assistimos às convulsões sociais e políticas, aos triunfos do progresso (os arranha-céus, as cidades fervilhantes, o apogeu da indústria, o primeiro avião dos irmãos Wright, as vacinas, a corrida espacial), mas também todas as hecatombes, o vórtice da guerra, as energias esbanjadas num rasto de morte.

A lógica da ordenação dos fragmentos não é linear, não segue uma sequência estritamente cronológica, é feita de avanços e recuos, pausas, hiatos, acumulações, momentos disruptivos, como se aos leitores coubesse o trabalho de reunir os estilhaços que resultam de uma enorme explosão. Embora aqui e ali sejamos elevados ao lugar do demiurgo que olha de cima (‘e é possível que o universo se contraia novamente / e um dia expluda como uma mina e as cinzas continuem a mover-se no ar / os sons esfriem / e o fumo dos sacrifícios originais se disperse enfim’), o autor nunca deixa que o poema resvale para a megalomania. O estilo é quase neutro, enumerativo, sem pathos, sem retórica, na procura da palavra estritamente necessária. Um verso alude a uma poesia ‘parecida com pedras’ e há algo dessa nudez elementar, dessa secura, na escrita de Gardeazabal. As muitíssimas referências históricas e culturais, por exemplo, ou são discretamente sinalizadas com recurso ao itálico, ou são dissolvidas no tecido do texto. Apesar do tom geral marcadamente pessimista, vemos a beleza surgir ‘em locais inesperados’. E ao ‘raspar todas as antigas camadas do pó’, é possível ‘descobrir as formas e as cores que brilham depois da viagem’.»

José Mário Silva
in Expresso de 10-09-2016, E, «Culturas — Livros», p. 71

Disponível nas nossas lojas:

José Gardeazabal
história do século vinte

Coleção «PLURAL»
Imprensa Nacional-Casa da Moeda
2016

Publicações Relacionadas
  • «O livro podia nem sequer ter sido publicado», diz Carlos Reis acerca de Os Maias, em entrevista ao Expresso
    «O livro podia nem sequer ter sido publicado», diz Carlos Reis acerca de Os Maias, em entrevista ao Expresso

    22 Fevereiro 2018

  • Apresentação de história do século vinte, de José Gardeazabal  — 7 de abril de 2016, às 18 horas
    Apresentação de história do século vinte, de José Gardeazabal — 7 de abril de 2016, às 18 horas

    05 Abril 2016

  • Já pode ouvir o quinto episódio de Poesia na Biblioteca, com José Luiz Tavares
    Já pode ouvir o quinto episódio de Poesia na Biblioteca, com José Luiz Tavares

    22 Setembro 2025

  • A obra de Jorge Molder na revista Electra
    A obra de Jorge Molder na revista Electra

    21 Janeiro 2019

  • De Matrix a Bela Adormecida, a linguagem e o universo plástico de António Lagarto
    De Matrix a Bela Adormecida, a linguagem e o universo plástico de António Lagarto

    14 Setembro 2015

José Gardeazabal Livros Poesia Prémio INCM/VGM Recensões Black tag icon
Publicações Relacionadas
  • «O livro podia nem sequer ter sido publicado», diz Carlos Reis acerca de Os Maias, em entrevista ao Expresso

    Há 2 dias

  • Apresentação de história do século vinte, de José Gardeazabal — 7 de abril de 2016, às 18 horas

    Há 2 dias

  • Já pode ouvir o quinto episódio de Poesia na Biblioteca, com José Luiz Tavares

    Há 2 dias

  • A obra de Jorge Molder na revista Electra

    Há 2 dias

  • De Matrix a Bela Adormecida, a linguagem e o universo plástico de António Lagarto

    Há 2 dias

Go Top Icon
Footer Logo Footer Logo
  • Facebook Logo
  • Instagram Logo
Loja Online INCM
Editora
Edições
Cultura
  • Notícias
  • Autores
  • Entrevistas
  • Opinião
  • Exposições
Digital
  • Livros em PDF
  • Audiolivros
  • Podcasts
  • Vídeos
  • Citações
  • Passatempos
Prémios
  • Prémios Literários
  • Prémio Jornalismo
  • Prémio de Arte
Infantojuvenil
História
Biblioteca
Livrarias
Transportes

Autocarros: 58

Metro: Rato

Coordenadas GPS

N 38º 43' 4.45" W 9º 9' 6.62"

Contacto

Imprensa Nacional, Rua da Escola Politécnica, Nº135, 1250-100 Lisboa

213945772editorial.apoiocliente@incm.pt
© 2026 Imprensa Nacional
Imprensa Nacional é a marca editorial da
Privacidade Termos e Condições Declaração de acessibilidade