Decorreu ontem, na biblioteca da Imprensa Nacional, a apresentação do Dicionário da Geração de 70, uma co-edição da Presença e da Imprensa Nacional.
Obra iniciada pela Presença em 1989, com um vasto trabalho de investigação por um largo número de autores de referência, este volume chega finalmente ao público.
Intervieram na sessão Duarte Azinheira, Administrador Executivo da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Manuel Aquino, Administrador do Grupo Editorial Presença, e Guilherme d’Oliveira Martins, em representação dos diretores científicos da obra.
Como referiu Manuel Aquino, o esforço de preservar a edição desta obra ao longo de décadas, resultante de um projeto que colheu grande empenho, convicção e entusiasmo entre os envolvidos, acaba de concretizar-se num quadro de compromisso com a cultura, num momento em que encontra as condições necessárias de parceria institucional.
Entre os diversos intervenientes que deram forma a esta obra ao longo de várias décadas, Guilherme d’Oliveira Martins evocou aqueles que já não estão entre nós, e em particular a iniciativa de Francisco Espadinha, que iniciou o projeto, deixando ainda uma palavra em memória de Eduardo Lourenço, autor da introdução que permite ligar diferentes componentes e atores objeto deste estudo, e que estão na origem na construção da democracia portuguesa.
Uma obra que, seguramente, hoje nos interpela a todos.