Todos os dias nos rodeia: nas ruas, no interior de espaços públicos e privados, na cultura e no imaginário nacional. O azulejo cruza ciência, arte, história e língua: oriundo do árabe azzelij, que significa «pequena pedra polida», chegou à Península Ibérica através da presença islâmica, permanecendo na cultura nacional pelos séculos seguintes, até à atualidade. Tem sido interpretado e reinventado por inúmeros artistas, como Almada Negreiros, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Maria Keil ou Querubim Lapa, para mencionar apenas alguns.
Através da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, o azulejo agrega agora todas estas dimensões: da cultura, do conhecimento histórico, da arte, da tecnologia e da ciência.

O conhecimento histórico chega-nos através da edição Azulejos. Uma História aos Quadradinhos, com texto de António Araújo e ilustrações de Filipe Abranches, publicado em 2023. Quem nos guia por esta história é D. Fuas, um fidalgo português, numa viagem que percorre palácios e quintas, igrejas e conventos, estações de comboios, edifícios e tantos outros lugares onde existem azulejos portugueses.
A ciência, a tecnologia e a arte cruzam-se na moeda comemorativa que chega agora ao público.
Através da série de moedas de prata «Azulejaria Portuguesa», concebida por Eduardo Aires, a INCM contribui para uma reinterpretação da azulejaria portuguesa desde o século XVI, bem como para a preservação da sua herança na cultura nacional.
Edição e moeda encontram-se deste modo num patamar que lhes é comum: o da cultura e do património.
No dia 17 de dezembro, pelas 18h, vamos conhecer os detalhes tecnológicos e artísticos associados a estas moedas em formato quadrado e com pequenas incrustações cerâmicas em zircónia pigmentada nas tonalidades dominantes de cada época, numa conversa que reúne diferentes intervenientes no processo e que irá abordar os desafios científicos, tecnológicos, criativos e produtivos que conduziram a este resultado. Para acompanhar a sessão, a edição Azulejos. Uma História aos Quadradinhos também estará disponível.
A biblioteca da Imprensa Nacional será o palco deste encontro entre livro e moeda, em que o azulejo é o personagem principal.