«O pensamento ocidental contemporâneo é percorrido por múltiplas abordagens que parecem corresponder à possibilidade de vivermos atualmente uma modernidade estilhaçada, para seguirmos a expressão proposta por Jünger Habermas.»
Partindo desta premissa, acompanhámos Carlos Vargas num percurso por cinco conferências, que foram também autênticos momentos de reflexão e de discussão em torno das diferentes leituras e perspetivas do pensamento contemporâneo ocidental: da ideia de declínio ao eterno desejo de retorno, das (desejáveis?) tensões entre modernidade e tradição ao debate cultural daí decorrente, do pessimismo historicamente transversal ao otimismo por vir.

Foram cinco encontros em torno dos quais se foram cruzando cerca de duas dezenas de participantes, no ambiente informal — mas não menos acolhedor — da biblioteca da Imprensa Nacional.
Aqui, debateu-se sobre cânones culturais, sobre referenciais históricos como a religião, sobre a polarização política e social, sobre as crescentes desigualdades, sobre a transformação de valores tidos como universais e imutáveis, sobre fragmentação (social política, cultural…), enfim, sobre Portugal em todo este caldo cultural ocidental.
Pessimismo. Nostalgia. Melancolia. Pós-humanismo. Otimismo.
E que falta nos faz continuar este debate.
