Edição de 1804, de Antidotum coeleste adversus mortem improvisam e sacra christi familia pro fidelium usu depromptum, Impressão Régia.
Enquanto tema de reflexão, a morte atravessa a história da literatura, cruzando-se com múltiplas dimensões, entre as quais se inclui, inevitavelmente, a espiritual.
O destino da alma após a vida foi também tema central na história da cristandade e nos textos de Antonio Maria Bonucci (1651-1728), autor de Antidotum coeleste. Embora não seja identificado no frontispício deste exemplar em português, assinou a edição original com o anagrama Antíoco Marino Cubani.
Bonnuci, jesuíta italiano que dedicou uma parte da sua vida como missionário no Brasil, dominava bem a língua portuguesa, tendo publicado também a Escola de bem morrer aberta a todos os Christãos…, um manual de «bem morrer» publicado em Lisboa, pela Oficina de Miguel Deslandes, em 1701, e disseminado na Baía na primeira metade de setecentos.
Com apenas 10cm e 89 páginas, este pequeno livro é composto por um conjunto de orações à sagrada família e «alguns conselhos sábios».
Historicamente, a sua publicação pela Impressão Régia no período de regência do príncipe D. João é particularmente simbólica, tendo em conta o propósito de afastamento da influência jesuíta que tinha estado na origem da tipografia régia, por iniciativa do Marquês de Pombal, em 1768.
Este «antídoto celestial» foi publicado originalmente em Roma, em 1716.
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Fotografias de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.