Primeiro número do Elucidário Nobiliárquico. Revista de história e de arte, janeiro de 1928. Centro Tip. Colonial, Lisboa.
Militar e investigador, Afonso de Dornelas (1880-1944) dedicou-se ao estudo da genealogia e da heráldica, tendo fundado o Instituto Português de Heráldica, o Conselho Nobiliárquico de Portugal e o Instituto Histórico de Sintra. Entre outras edições, foi responsável pelo Elucidário Nobiliárquico. Revista de história e de arte.
Na «Proposição» que escreveu em apresentação do primeiro volume, em janeiro de 1928, Dornelas anunciou a missão do Elucidário, após longos anos de investigação para preparação de obras no domínio da heráldica:
«Cheguei porém à convicção de que é impossível iniciar essas obras sem o concurso de todas as pessoas que além de outros conhecimentos, possuam elementos que completem, modifiquem ou emendem os meus estudos e as conclusões que tenho coligido.»
Através do elucidário, pretendia assim submeter o seu trabalho anterior à análise e correção pelos leitores.
Mas a revista não ultrapassou os dois anos de vida. No número 12 do segundo volume, de dezembro de 1929, o editor agradece a todos os que colaboraram, anunciando, com desânimo, o fim do empreendimento:
«A edição de quinhentos exemplares é muito pequena para poder manter uma obra impressa em papel tão caro. […]
Sem a menor proteção dos poderes públicos que poderiam adquirir bastantes exemplares para as bibliotecas das escolas, de unidades militares, enfim, sem a garantia da colocação de um grande número de exemplares, será sempre muito difícil manter uma revista desta natureza em Portugal onde os assinantes com dificuldade chegarão a trezentos.»
Um desses 500 exemplares pode ser consultado na biblioteca da Imprensa Nacional.
Fotografias de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.