Apresentação do livro “O Essencial sobre José Saramago”
«A GLOBALIZAÇÃO DE ROSTO HUMANO» — Ciclo de Conferências
Manuel Brito-Semedo (Presidente)
Nasceu em São Vicente em 1952. É Doutor em Antropologia, Especialidade de Etnologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É Professor universitário, membro fundador da Academia das Ciências e de Humanidades de Cabo Verde, da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa e da Associação de Escritores Cabo-verdianos.
Como escritor tem publicado: A Advocacia em Cabo Verde – Breve Historial (Pedro Cardoso Livraria, 2020); Morna: Música Rainha de nôs terra, coleção de 5 livros + CD (Ed. A Bela e o Monstro, Edições, 2019); Representação Social do Médico em Cabo Verde (Pedro Cardoso Livraria, 2018); Na Esquina do Tempo – crónicas do Expresso das Ilhas (Ed. Expresso das Ilhas, 2017); Na Esquina do Tempo – crónicas de Mindelo (Ed. Ponto & Vírgula, 2014); Na Esquina do Tempo – crónicas de diazá (Ed. Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 2009); A construção da Identidade Nacional – análise da imprensa entre 1877 e 1975 (Ed. Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 2006); A Morna-balada – o legado de Renato Cardoso (Ed. Instituto da Promoção Cultural, 1999); A colocação dos clíticos no Português em Maputo (Maputo, 1997); e Caboverdianamente Ensaiando, vols. I e II (Ed. Ilhéu Editora, 1995 e 1998). Organizou: Diário, de António Pedro, 2019; Jaime, Dramaturgo, Pintor e Ensaísta, 2017; Sôdad em 80 Poemas, 2017; Expresso das Ilhas, 100 Editoriais (2010-2017), 2017; Contos e Bosquejos, de Guilherme Dantas, 2016; O Manduco, Edição fac-similada do Jornal «O Manduco», 2016; Investigação Científica e Integração Regional. Realidade e Perspectivas, 2011; Pedro Cardoso: Textos Jornalísticos e Literários – Parte I, 2008; Memórias dum Pobre Rapaz, de Guilherme Dantas, 2007; e Não há Sol que Morra na Sombra do Poente – Homenagem a Manuel Duarte, 2006.
Por ocasião do 35.º Aniversário da Independência Nacional foi condecorado com a Medalha do Vulcão, 1.ª Classe. Em 2010 foi-lhe atribuído a Comenda Joãozinho da Goméia pela Universidade Estadual da Bahia (UNEB). Manuel Brito-Semedo participa frequentemente em múltiplas atividades culturais, através dos meios de comunicação social. É autor do blogue Esquina do Tempo – Magazine Cultural Online, criado em 2010.
Maria de Fátima Fernandes
Nasceu em São Tomé e Príncipe, é filha de cabo-verdianos da Ilha do Fogo.
É Doutora em Letras – Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) pela Universidade de São Paulo, com a tese A expressão metafórica do sentido de existir na Literatura cabo-verdiana contemporânea: João Vário, Corsino Fortes e José Luís Tavares. É também Professora Auxiliar da Universidade de Cabo Verde – Faculdade de Ciências Sociais Humanas e Artes, onde exerce a docência das disciplinas de Introdução aos Estudos Literários, Percursos da Literatura Cabo-verdiana, Literatura Cabo-verdiana I e II, Literaturas africanas de Língua Portuguesa, Literatura Portuguesa, Literatura Infantojuvenil; Leitura e Educação Literária e Culturas Lusófonas, entre outras.
Exerceu as funções de coordenadora da Licenciatura em Língua, Literatura e Cultura – Estudos Cabo-Verdianos e Portugueses; Leitora do Instituto Camões no ex-Instituto Superior de Educação – de 1999 a 2002 e Vogal do Conselho Diretivo (2010-2013) do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade de Cabo Verde. Foi curadora da Biblioteca Nacional de Cabo Verde de fevereiro 2017 a outubro de 2018 e coordenadora da Linha de Investigação Leitura e Literatura Cabo-verdiana da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa.
Maria de Fátima Fernandes é membro da Fundação Amílcar Cabral e autora de comunicações sobre Literaturas lusófonas e Literaturas africanas de língua portuguesa em congressos e encontros nacionais e internacionais, entre as quais: O Fantástico na obra de Orlanda Amarílis, Rev. Pré-textos – Nov.2007; A interpenetração das línguas e das literaturas na comunidade de língua portuguesa, Simpósio Internacional organizado pelo IILP, Mindelo, 2008; Tendências Estéticas: intercomunicação de olhares e Linguagens na Literatura Cabo-verdiana Contemporânea – Atas Simpósio Internacional Interpenetração da Língua e Culturas de/em Língua Portuguesa – IILP, Julho 2010; O futuro da língua portuguesa no sistema mundial, Iª Conferência sobre o futuro da LP no sistema mundial, Brasília, Março 2010, Gênero e Poder nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa – Atas do Seminário Internacional Mulheres e Literatura – Universidade de Brasília, 2011; Descobrir, Conhecer e Debater Cabo Verde: Cabo-verdianidade e representações estético-ideográficas na novíssima literatura cabo-verdiana , in Contraponto – Revista PUC – Minas, Brasil, nº2, 2012. Publicou: Percursos Estéticos e Identitários na Literatura Cabo-verdiana contemporânea, Praia, Liv. Pedro Cardoso: 2016.
Maria de Fátima Fernandes é ainda animadora de Leitura Literária em Escolas básicas e Secundárias e formadora de Leitores em contexto escolar.
Joaquim Arena
Licenciou-se em Direito e dedicou-se à música e ao jornalismo. Foi assessor cultural da Alliance Française, no Mindelo. Entre os anos de 2017 e 2021, Joaquim Arena foi conselheiro cultural do presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.
É autor dos livros A Verdade de Chindo Luz (2006, Oficina do Livro), Para Onde Voam as Tartarugas (2010, Caminho). Em 2016, o seu trabalho ensaístico Debaixo da Nossa Pele — Uma Viagem foi distinguido com a menção honrosa do Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, obra que se encontra publicada na coleção «Olhares» da Imprensa Nacional. É autor do livro Siríaco e Mister Charles (2022, Quetzal), que venceu em 2023, na categoria de prosa, o Oceanos – Prémio de Literatura em Língua Portuguesa. O livro O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita venceu a 5.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França, em 2023. Em 2025, publicou As Mortes do Meu Pai (Quetzal Editores). Os seus livros estão publicados na China, Estados Unidos, Brasil, Itália, Espanha e Sérvia.



