“Conheci Luís Derouet quando ele frequentava a minha cadeira de Botânica na Escola Politécnica. Perdi-o depois de vista. Mais tarde, ao meu retirado gabinete da Politécnica chegaram os ecos da grande obra que estava exercendo na direcção da vizinha Imprensa Nacional, tornada sob o seu impulso estabelecimento modelar.
Eu sabia que ele conservava grata recordação do seu antigo professor, e mostrou-o bem exuberantemente ainda não há um ano decorrido. A noticia da sua morte horrivel e inesperada comoveu-me profundamente. Como devida prova de estima e reconhecimento me associo a esta manifestação de pesar e de saudade.
Quinta da Ribeira de Caparide, 9 – VI – 1928
António Xavier Pereira Coutinho”