Detalhes de documento

  • Arquivo
    INCM/Arquivo Histórico da Imprensa Nacional
  • Cota
    590
  • Tipo de documento
    Aviso
  • De:
    Aviso Régio/Presidente do Erário Régio, Fernando Maria de Sousa Coutinho
  • Para:
    Administrador- Geral: Joaquim Antonio Xavier Anes da Costa
Transcrição

“Sendo para estranhar que em um Estabelecimento, como a Impressão Regia e Real Fabrica de Cartas, onde se emprega tão grande número de Pessoas, não se tenha ainda estabelecido uma regra, que fixe invariavelmente a hora das entradas e saídas dos individuos de cada uma das diferentes classes. É o Principe Regente Nosso Senhor servido ordenar o seguinte: 1º Que as portas da Oficina, Fabricas e mais Laboratorios se abram precisamente e fechem às horas das entradas e saídas; devendo conservar-se fechadas ainda que fiquem trabalhando alguns oficiais nestes intervalos. 2º Que os empregados na Contadoria entrem, desde o primeiro de Abril até o ultimo de Setembro às oito horas da manhã, e saiam á uma da tarde e que no resto do ano entrem ás nove da manha e saiam á uma da tarde. 3º Que os Ajudantes, Fieis, e os Mestres tanto da Oficina e suas Dependencias, como da Real Fabrica de Cartas, e todos os que trabalham de jornal, estejam impreterivelmente nos seus respectivos lugares meia hora depois do solnado, saindo ao meio dia; tornando a entrar ás duas e a sair ao sol posto. 4º Que os Gravadores, os quais devem ficar na inteligencia de que hão de igualmente trabalhar nos Dias Santos despensados, entrem infalivelmente desde o primeiro d’Abril até o último de Setembro ás sete horas da manhã, saindo ao meio dia; tornando a entrar ás duas e a sair ao Sol posto, e no resto do ano ás oito, ao meio dia, ás duas e ao sol posto. 5º Que todo aquele dos acima referidos, que entrar ou sair meia hora mais tarde, ou mais cedo; ou for achado pelo dia adiante distraído do seu trabalho, perca irremissivelmente metade do que devia vencer naquele dia, seja de ordenado, Mesada, Pensão, ou Jornal; e encontrando-se a trabalhar para si ou para fora em seu proveito, perca o que devia vencer em todo aquele dia, e no caso de reincidir será logo expulso, e riscado para sempre da Matricula, Folha por onde receber. 6. Que não se abonem a pessoa alguma as faltas que tiver feito por moléstia, sem que o faça constatar por certidão pura de Medico ou Cirurgião aprovado, reconhecida por Tabelião, devendo participar a moléstia por escrito, logo no primeiro dia em que adoecer ao Administrador Geral.
O que participo a V. Mce. Para que faça exactamente cumprir tudo o que nesta Real Ordem se determina, nomeando pessoa ou pessoas de probidade, zelosas, activas, e vigilantes para fazerem os competentes pontos; não se consentindo que se processem as Folhas se não á vista deles, a fim de se fazerem os necessarios descontos (…) Palacio do Governo em 6 de Dezembro de 1810. = Conde do Redondo = Snr. Joaquim Antonio Xavier Annes da Costa” (pp. 8v. -9)”