Teve lugar, esta manhã, a cerimónia de trasladação dos restos mortais de Eça de Queirós para o Panteão Nacional.
A concessão de honras de Panteão Nacional aos restos mortais de Eça de Queirós foi determinada por Resolução da Assembleia da República n.º 55/2021, de 5 de fevereiro, deste modo reconhecendo e homenageando o escritor e a relevância da sua obra na história da literatura portuguesa.
Considerado por muitos um dos maiores romancistas nacionais e o primeiro e principal escritor realista português, Eça de Queirós (1845-1900) foi também o único romancista português que, no seu tempo, se destacou no panorama internacional.
A cerimónia de honras, na qual a Imprensa Nacional esteve representada, contou com intervenções do trineto de Eça e também escritor, Afonso Reis Cabral, que fez o elogio fúnebre do homenageado, do Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar‑Branco, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Foi também acompanhada por interpretações do Maestro João Paulo Santos e da Soprano Sara Simões, do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, e pela leitura de excertos da obra de José Maria Eça de Queiroz.
Com uma obra marcada sobretudo pela dura crítica à sociedade do seu tempo, Eça de Queirós foi também diplomata, tendo desempenhado funções como cônsul de Portugal em Havana, Newcastle, Bristol e Paris.
Sobre a vida e obra de Eça de Queirós, a Imprensa Nacional editou O Essencial sobre Eça de Queirós, também disponível em podcast. A Imprensa Nacional-Casa da Moeda tem também assumido, desde 1990, a responsabilidade de publicação da edição crítica das obras de Eça de Queirós, que pode também ser lida em acesso livre e gratuito aqui.